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Sertanista e indigenista Orlando Villas-Bôas
Confira memoráveis depoimentos de personalidades sobre o trabalho da LBV, no Brasil e do exterior
Karine Salles
03/01/2017 às 17h17 - terça-feira | Atualizado em 04/01/2017 às 12h28
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Semanalmente, temos apresentado a vocês, leitores do Portal Boa Vontade, a seção Linha do Tempo. Nela, destacamos memoráveis depoimentos de personalidades sobre o trabalho da Legião da Boa Vontade (LBV), no Brasil e no exterior.
Dando sequência à série, trazemos as palavras do saudoso sertanista e indigenista Orlando Villas-Bôas, conhecido por ser defensor dos povos indígenas por conta do seu trabalho com os índios Xingu. Ele completaria mais um ano de vida neste 12 de janeiro.
Orlando Villas-Bôas foi homenageado, em 1999, na categoria Solidariedade, com a Comenda da Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica, do ParlaMundi da LBV. A premiação, instituída pelo diretor-presidente da Legião da Boa Vontade, José de Paiva Netto, tem por objetivo saudar expoentes da Fraternidade Ecumênica nas diversas áreas de atuação do Ser Humano.
“Sinto-me muito orgulhoso e sensibilizado, porque conheço bem a LBV. Fiquei altamente impressionado com o que vi ao visitá-la na capital paulista, principalmente no aspecto do atendimento à criança. Trata-se de uma Obra que dá uma lição fantástica de humanidade e de patriotismo à nossa infância. A Fraternidade é a tônica do dia a dia dos índios, povo com quem convivi por quarenta e tantos anos”.
BIOGRAFIA
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O sertanista e indigenista Orlando Villas-Bôas nasceu em 12 de janeiro de 1914 em Botucatu, interior de São Paulo, e se tornou fazendeiro, a exemplo de seu pai, Agnello.
Depois de trabalhar numa empresa de petróleo, onde se sentia entediado e tendo provocado a própria demissão, dirigiu-se para o Estado de Goiás, remando durante 22 dias no Rio Araguaia e dando início à sua história de 40 anos pela causa indígena, abraçada depois pelos irmãos Cláudio, Leonardo e Álvaro.
Orlando, junto com seu irmão Claudio, o antropólogo Darcy Ribeiro e o médico Noel Nutels promoveram a criação do Parque Nacional do Xingu, um espaço de 27 mil quilômetros quadrados onde os índios estariam protegidos e que os permitiria manter seu modo de vida. Tribos que só guerreavam aprenderam a conviver e a se organizar.
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Fonte da Biografia: Memória EBC e EFE