Ex-presidente da ABL Marcos Vilaça volta à Pátria da Verdade

Da redação

31/03/2025 às 13h12 - segunda-feira | Atualizado em 01/04/2025 às 09h06

O escritor, advogado e jornalista Marcos Vilaça voltou à Pátria da Verdade na manhã deste sábado, 29, no Recife, aos 85 anos, conforme divulgou a Academia Brasileira de Letras (ABL). O pernambucano ocupava a cadeira 26 da instituição que ele presidiu por quatro anos.

Nascido em Nazaré da Mata, na zona da mata de Pernambuco, Marcos Vilaça ingressou na ABL em 11 de abril de 1985, sucedendo Mauro Mota. Presidiu a instituição nos biênios 2006-2007 e 2010-2011. Também foi membro da Academia Pernambucana de Letras.

Vilaça teve a vida permeada por produção intelectual e vivência na administração pública de Pernambuco e do país. Ocupou cargos em conselhos de órgãos, no Conselho Federal de Cultura e presidiu fundações, como a Funarte e a Pró-memória.

Em 1988 passou a ser ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), indicado pelo então presidente da República José Sarney. Aliás, foi o mesmo Sarney quem o tinha recebido na ABL três anos antes. No TCU ficou por mais de 20 anos, tendo ocupado também a presidência do órgão de controle das contas públicas.

Em 1958, Vilaça publicou Conceito de Verdade, que se tratava do discurso que pronunciou no Salão Nobre do Colégio Nóbrega em dezembro de 1957, na condição de orador da turma de concluintes do curso clássico. Ainda naquele ano, publicou A Escola e Limoeiro. Em 1960 lançou as crônicas de viagem Americanas.

Em 1961, Marcos Vilaça publicou um dos seus trabalhos literários de maior sucesso: Em torno da Sociologia do Caminhão, que recebeu o prêmio Joaquim Nabuco da Academia Pernambucana de Letras.

"Que a LBV prossiga, porque é um trabalho sem fronteiras e sem calendários", declarou em certa ocaisão sobre o trabalho da Legião da Boa Vontade.

Na certeza de que "os mortos não morrem", elevamos o pensamento a Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pedindo que Ele ampare os familiares, amigos e admiradores de seu trabalho.