13/09/2015 às 12h17 - domingo | Atualizado em 22/09/2016 às 16h05
DivulgaçãoA atriz Betty Lago
Na manhã deste domingo, 13, a atriz Betty Lago retornou à Pátria Espiritual, aos 60 anos, em decorrência de um câncer na vesícula. Ela foi diagnosticada em 2012, mas a doença reapareceu neste ano.
Nas décadas de 1970 e 1980, Betty foi uma das modelos mais famosas do Brasil. A carreira na teledramaturgia teve início em 1992, quando integrou o elenco da minissérie "Anos Rebeldes", da Rede Globo. Na emissora carioca, estrelou as novelas “Quatro por Quatro”, “Vira-Lata”, “Uga Uga”, “Kubanacan”, “Pé na Jaca”, entre outras. A atriz também emprestou o seu talento para as novelas “Guerra e Paz” e “Vidas em Jogo”, exibidas pela Record. Nos últimos anos, fez parte do time de apresentadores do programa “Desafio da Beleza”, do GNT.
Ao Espírito Eterno da atriz e ex-modelo Betty Lago, a Legião da Boa Vontade (LBV) e seu diretor-presidente, José de Paiva Netto, dedicam as mais sinceras vibrações de Paz, extensivas aos seus familiares, amigos e admiradores de sua carreira.
Psiquiatra André Stroppa discute proximidade entre a fé e a saúde
Nathan Rodrigues
12/08/2015 às 15h15 - quarta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h04
As barreiras entre a Espiritualidade e Ciência existiram por algum tempo. Contudo, nas últimas décadas, o que se vê é um interesse cada vez maior do campo científico em relação à fé. Essa foi a análise do psiquiatra André Stroppa, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), mestre e doutorando do Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde (Nupes), na abertura do painel temático “Espiritualidade, Saúde e Ciência”, promovido pelo Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV. O evento, que ocorre em Brasília, DF, reúne médicos, cientistas, religiosos, acadêmicos, além de demais interessados.
Gustavo Henrique Lima
Dr. André Stroppa, psiquiatra e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), falou sobre "Espiritualidade e saúde: quanto mais conhecemos, mais precisamos conhecer".
A palestra do psiquiatra, realizada na tarde desta quarta-feira, 12, foi embasada em estudos científicos importantes que confirmam a relevância maior da Espiritualidade para a Saúde, tanto na superação de doenças quanto na convivência com elas.
Durante a explanação, Stroppa afirmou que, mesmo não sendo a única, a investigação científica é uma importante ferramenta para conhecer o papel da Espiritualidade na saúde. Dessa maneira, é tarefa da área investigar e conhecer o tema a partir de seus princípios, sempre levando em conta as crenças individuais e tradições religiosas.
Esse relacionamento, explica o psiquiatra com base em diversos estudos, pode ser entendido em três fases. O primeiro aspecto diz respeito a pessoas com maior envolvimento religioso e espiritual: "Geralmente, estão menos expostas a situações de risco para a saúde, como situações de violência, uso e abuso de álcool e de outras drogas. Para esse indivíduo, a questão da religiosidade funciona como um fator de proteção".
Numa segunda fase, deve ser analisado o vínculo da pessoa com alguma corrente religiosa. "Esses indivíduos são beneficiados em termos de saúde até em função do suporte que elas recebem da comunidade a qual elas pertencem. Então, em um momento de dificuldade, em um momento de estresse, em um momento de sofrimento, numa perda de um familiar, em uma dissolução conjugal, a gente encontra na nossa comunidade religiosa esse suporte", comentou.
"O terceiro aspecto é justamente o que a gente chama de encontro religioso espiritual. Seria a forma como a crença religiosa ajuda a enfrentar as situações de dificuldades na sua vida", finalizou.
Painel Temático "Espiritualidade, Saúde e Ciência"
Público superlota o Plenário José de Paiva Netto e acompanha atento as palavras do dr. Julio Peres explanando sobre "Espiritualidade, religiosidade e psicoterapia".(Foto: Gustavo Henrique Lima)Superlotando o Plenário José de Paiva Netto, público acompanha a apresentação do Coral Ecumênico Infantojuvenil Boa Vontade, que abrilhantou a abertura do Painel Temático com a Música Legionária SOS Terra. (Foto: André Fernandes)Público presente no Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, em Brasília/DF. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Junto ao público, que superlotou o Plenário José de Paiva Netto e o auditório Austregésilo de Athayde, alguns dos palestrantes acompanham a abertura do Painel Temático. (Foto: André Fernandes)Com o tema “O poder curativo do Amor – evidências científicas”, dr. Carlos Eduardo Tosta, imunologista e professor-emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UNB), conversa com o público que o acompanha atentamente.(Foto: José Gonçalo)Com o tema “O poder curativo do Amor – evidências científicas”, dr. Carlos Eduardo Tosta conversa com o público que o acompanha atentamente. (Foto: André Fernandes)Monge Shôjo Sato, coordenador do Templo Budista Terra Pura de Brasília, palestrou sobre o tema “Saúde e Espiritualidade na perspectiva budista”(Foto: José Gonçalo)Psicólogo e doutor em Neurociências e Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP), dr. Julio Peres durante palestra. Ao público, ele falou sobre o tema “Espiritualidade, religiosidade e psicoterapia”.(Foto: Gustavo Henrique Lima)O evento foi conduzido por Josué Bertolin, da LBV, que deus as boas-vindas, agradecendo a presença do público. (Foto: André Fernandes)Público acompanha atento painel temático do Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Após painel temático, os palestrantes fomaram uma mesa de debates para interagir com o público. Na foto, Jean Lopes, de Goiânia/GO, participa da programação. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Dr. André Stroppa, psiquiatra e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), falou sobre "Espiritualidade e saúde: quanto mais conhecemos, mais precisamos conhecer". (Foto: Gustavo Henrique Lima)De acordo com o dr. André Stroppa, “nem sempre é possível a cura, mas, muitas vezes, é possível conviver com a doença em melhores condições. Estudos nessa área de saúde mental, por exemplo, apontam melhor evolução e melhor qualidade de vida em pessoas mais espiritualizadas ou com maior envolvimento religioso genuíno”. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Mãe Adna Santos de Araújo, também conhecida como Mãe Baiana, coordenadora da Rede de Saúde Afrodescendente (Renafro), falou sobre "Saúde e Espiritualidade na perspectiva das tradições afrodescendentes". (Foto: Gustavo Henrique Lima)Mãe Adna Santos e o dr. André Stroppa na mesa de debates da primeira parte do Painel temático (Foto: Gustavo Henrique Lima)Paulo Medeiros, administrador do ParlaMundi da LBV, durante seu discurso de boas-vindas ao público. (Foto: André Fernandes)Vista parcial do público que superlota o auditório Austregésilo de Athayde, no ParlaMundi da LBV, onde está sendo realizado o Painel Temático Espiritualidade, Saúde e Ciência.(Foto: José Gonçalo)Coral Ecumênico Infantojuvenil Boa Vontade(Foto: José Gonçalo)Vista parcial do público participante do painel temático "Espiritualidade, Saúde e Ciência". Logo no início todos foram convidados a realizar a oração ecumênica do Pai-Nosso selando este encontro entre ciência e fé. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Participantes do evento recebem o folheto com o artigo Deus, Equação e Amor, de autoria do jornalista Paiva Netto.(Foto: Gustavo Henrique Lima)Jovem lê com atenção o artigo Deus, Equação e Amor, do jornalista Paiva Netto. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Revista BOA VONTADE, edição 239, é entregue aos participantes do painel temático do Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Na oportunidade, todos os participantes deram suas opiniões e sugestões através do questionário de avaliação. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Participante lê atentamente a Revista BOA VONTADE, edição 239. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Ciomara Machado de Freitas, servidora pública, ficou sabendo do evento pelas redes sociais. Ao Portal Boa Vontade, ela contou que também participou do Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, no ano 2000. (Foto: Gustavo Henrique Lima)"Achei os temas muito interessantes e me surpreenderam bastante", disse a servidora pública Luiza Lopes Leite ao Portal Boa Vontade. Segundo ela, participou por curiosidade para conhecer coisas novas. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Ana Maria Magalhães, presidente e fundadora da Academia de Letras Sagrada Família, de João Pessoa/PB, participou do evento. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Graduandas de Biomedicina pela Universidade Paulista, de Brasília/DF, participaram do painel temático. Ao final do evento, elas receberam o Certificado de Participação. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Antes de iniciar o evento, jovem registra o momento com o crachá de identificação. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Grupo registra participação no painel temático do Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV. (Foto: Gustavo Henrique Lima)Logo na entrada, os participantes eram convidados a retirar o kit do evento contendo informações sobre as palestras.(Foto: Gustavo Henrique Lima)Na imagem, o kit entregue aos participantes do evento contendo informações sobre as palestras.(Foto: Gustavo Henrique Lima)
Edição realizada em agosto de 2015. Os palestrantes cumprimentam o público e agradecem a receptividade no evento. Ao centro (de terno), o mediador do painel, Josué Bertolin, da LBV. (Foto: André Fernandes)
Mesmo que muitos tenham imposto, no decorrer do tempo, barreiras às duas áreas, o psiquiatra afirmou que elas sempre andaram juntas. Segundo ele, a relação entre religiosidade e saúde existe desde a Antiguidade. Para embasar o seu discurso, comentou nas civilizações egípcia e grega, nos povos pré-colombianos e nas grandes tradições africanas uma pessoa empenhava as duas funções. "Sacerdotes faziam tratamento médico e espiritual", afirmou.
Essa proximidade seguiu nos séculos seguintes. Na Idade Média, coube à Religião construir os primeiros hospitais, asilos, faculdades de medicina na Europa e na América. Porém, nos séculos 19 e 20, a ciência avançou de forma tão significativa que, segundo ele, para ter mais autonomia, muitos cientistas se colocaram em posição de antagonismo. Com isso, passaram a "adotar um discurso mais materialista. Fenômeno historicamente muito curto". No final do período, a Ciência voltou a se interessar pela Espiritualidade.
Stroppa ressalta que a espiritualidade deve ser incluída no ensino e na prática profissional dos profissionais de saúde, mas faz uma ressalva: "Não queremos que profissionais convertam ninguém, mas que saibam lidar melhor com isso [a espiritualidade no seu dia-a-dia]".
AGRADECIMENTO
A respeito do Painel Temático promovido pela LBV, o especialista fez questão de assim se expressar à Super Rede Boa Vontade de Comunicação (Rádio, TV, Internet e Publicações): "Eu gostaria de agradecer inicialmente pela oportunidade de estar aqui, de poder conversar com vocês a respeito desses temas que são tão importantes para a nossa vida e para o mundo de uma forma geral. Gostaria de agradecer ao jornalista José de Paiva Netto, presidente da LBV, e toda a sua equipe organizadora desse importante evento. Desde que cheguei aqui, por várias vezes me emocionei pela forma como fui recebido, como fui tratado, pelo carinho fraternal, de tal forma que ainda estou bastante emocionado. O meu coração está aquecido pelo sentimento de fraternidade que encontrei nessa Casa".
Visita ao Templo da Boa Vontade
Após o evento, o dr. Stroppa visitou o Templo da Boa Vontade (TBV), uma das Sete Maravilhas de Brasília. Ele percorreu todos os ambientes do monumento, conhecido por sua beleza arquitetônica, mas principalmente por acolher e receber pessoas de todas as religiões, filosofias de vida, etnias e nações.
André Fernandes
Brasilia, DF — No Memorial Alziro Zarur, doutor André Stroppa desfrutando da energia da Mandala. A obra de arte é criação da artista plástica alemã Ula Haensell (1938-1992), elaborada especialmente para o Templo do Ecumenismo Divino.
"A Humanidade só vai alcançar a Paz, só vai evoluir rumo à justiça, quando todas as religiões estiverem reunidas, com um só propósito. Então, fiquei muito emocionado de encontrar aqui as representações dos vários credos e pela forma como fui recebido, com muito carinho, com muita atenção. Foi uma excelente oportunidade", disse.
A Pirâmide das Almas Benditas e dos Espíritos Luminosos é o local mais visitado de capital federal, segundo dados da Secretaria de Estado de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF).
Sobre o fórum
Trata-se de um debate amplo e fraterno, a fim de que se possa compreender melhor os estudos sobre como a religiosidade dos pacientes pode atenuar a dor e contribuir para o tratamento, até mesmo com a melhora dos quadros de saúde. O fórum tem apresentado desde o ano 2000 uma série de pesquisas e análises que promovem o intercâmbio entre o conhecimento científico e o das muitas tradições religiosas.
O prato de seu filho determina se ele será um adulto saudável
Nathan Rodrigues
13/01/2015 às 18h44 - terça-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h04
Nos dias atuais, tornou-se comum ver crianças com doenças que eram considerados problemas de adultos, como hipertensão, diabetes e obesidade. Mas o que determina esses quadros clínicos? A resposta está no prato que você oferece aos seus filhos.
Em tempos de fast foods e comidas industrializadas, é cada vez mais necessário prestar atenção aos hábitos alimentares dos pequenos. E não apenas como uma forma de nutrir a criança para que ela tenha energia para o dia a dia, mas também como uma base importante para o seu desenvolvimento.
Como garantir isso? Basta oferecer uma alimentação equilibrada, na qual a quantidade de cada grupo nutritivo dever variar de acordo com a necessidade de cada criança. Ao fazer isso, você faz que o seu filho receba os nutrientes necessários para fortalecer o organismo, já que falhas nessa idade podem se refletir durante toda a vida.
“A constituição do organismo é feita a base de nutrientes. Se você oferece uma alimentação inadequada desde cedo, essa criança vai se tornar um adulto não tão saudável”, pontua a nutricionista Fatima Corradini ao programa Viver é Melhor, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY e 212 da Oi TV).
O INCENTIVO COMEÇA NA AMAMENTAÇÃO
Para fugir desses problemas, é preciso incentivar a criança desde os primeiros meses de vida. E o trabalho começa logo na amamentação. “O organismo se prepara desde a infância e o leite materno tem todos os nutrientes que a criança precisa”, explica a corresponsável pelo gerenciamento do lactário do Hospital Sepaco, Neusa de Jesus Pires Unger.
Após o sexto mês, o leite materno já não garante todos os nutrientes para o desenvolvimento do bebê. Esse é o momento ideal para incluir outros alimentos ao cardápio do pequeno, como frutas, sucos e comidas feitas em casa. “Isso é importante para garantir toda a parte nutricional, para que a criança possa ingerir todos os grupos de nutrientes”, ressalta Neusa.
Para Fatima Corradini, esse é o momento-chave para a criança. “Ele é que faz a diferença, apresentando a ela uma alimentação variada e ir despertando esses sabores”. Por isso, é importante que a alimentação não seja repetitiva. Isso não significa, no entanto, que os pequenos possam comer de tudo.
“Até o primeiro ano de idade, os alimentos devem ser inseridos de uma forma gradativa, para que o organismo se acostume com aquele novo nutriente”, reitera a nutricionista.
E SE A CRIANÇA RECUSAR ALGUM ALIMENTO?
Os pais podem fazer a sua parte e oferecer a seus filhos um cardápio equilibrado e saudável. Mas e quando a criança recusa algum alimento? Para enfrentar essa situação, as especialistas afirmam que é preciso ter discernimento para entender se aquele prato realmente não agrada a criança ou se é apenas “birra”.
“Existem alguns truques. Você pode montar o prato de uma forma decorada, divertida, para estimulá-la a experimentar novamente aquele alimento”, conta Neusa de Jesus. Fatima completa: “É importante não forçar e criar aquele momento tenso na hora da alimentação. Se ela está naquele momento de birra, deixa passar um tempo e volta a oferecer aquele alimento como se nada tivesse acontecido”.
O programa Viver é Melhor vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 14 horas, pela Boa Vontade TV. Para outras informações, ligue: 0300 10 07 910 (custo de uma ligação local + impostos).
Nove em cada dez habitantes de centros urbanos estão expostos à poluição do ar
Nathan Rodrigues
22/06/2015 às 18h00 - segunda-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02
Shutterstock
Nesta semana vimos nos jornais que Santiago do Chile, a capital do país, declarou "emergência ambiental". É a primeira vez que a situação ocorre em 16 anos e o motivo do ineditismo é triste: os índices de partículas de poluição do ar na capital estão acima do aceitável, o que é prejudicial à saúde. A medida paralisa mais de 3 mil indústrias poluentes e também retira 40% dos 1,7 milhão de carros das estradas da capital. A medida vale por 24h, mas pode se estender caso as autoridades julguem necessário.
A situação é tão grave que o aconselhado pelo governo é que as aulas de educação física nas escolas não aconteçam em ambientes abertos e que a população não se exercite ao ar livre. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que nove em cada dez habitantes de grandes centros urbanos estão sujeitos a níveis de poluição acima do aceitável. O levantamento, que inclui 1.600 cidades de 91 países, concluiu que as metrópoles não cumprem as diretrizes da OMS sobre níveis seguros de poluição do ar.
De acordo com a entidade, a poluição nestas cidades está atribuída à dependência dos combustíveis fósseis, como as centrais elétricas movidas a carvão, ao uso de veículos particulares motorizados, à ineficiência energética dos edifícios e ao uso de biomassa na cozinha e no aquecimento.
A situação é tão alarmante que alguns países já elaboram medidas para reverter esses dados negativos. Preocupada com os efeitos da poluição à saúde de seus habitantes, a China divulgou no fim do ano passado um plano para reformular os combustíveis de automóveis a partir do ano que vem. As autoridades do país promoverão o uso de veículos elétricos e híbridos, que deve representar pelo menos 30% das novas unidades compradas até 2016.
APOSTANDO NA CONSCIENTIZAÇÃO
A Índia também lançou um projeto para diminuir os números relacionados à poluição. Recentemente, o país anunciou a criação de um novo índice nacional de qualidade do ar, com o intuito de ajudar os cidadãos a entender os números sobre poluição e seus desdobramentos para a saúde.
O índice, informou o Ministério do Meio Ambiente indiano, usará um código de cores para apontar os impactos sanitários correlatos, proporcionando um entendimento mais efetivo sobre o assunto.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a capital Nova Délhi possui o ar mais poluído do mundo, com uma média de 153 microgramas de pequenas partículas por metro cúbico. Num ranking mundial de municípios mais poluídos, elaborado pela OMS, a Índia ocupa 13 das 20 primeiras posições.
Considerando que todos têm a necessidade de desfrutar de um ecossistema equilibrado, o esforço tanto dos cidadãos como do Poder Público é imprescindível, ainda mais porque a situação pede esforços cada vez mais intensos — razão pela qual o jornalista Paiva Netto assevera no artigo Cuidado, estamos respirando a morte: “(...) A destruição da Natureza é a extinção da Raça Humana. Se não suplantarmos o difícil hoje, poderemos ser esmagados pelo impossível amanhã”.
DADOS PREOCUPANTES Os indicadores sobre poluição do ar também não guardam boas perspectivas para muitas cidades brasileiras. Numa pesquisa realizada pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade, constatou-se que o impacto da poluição na saúde de moradores do Rio de Janeiro e de São Paulo, as duas maiores metrópoles do país, é preocupante. Em seis anos, mais de 135 mil pessoas morreram por doenças provocadas pela má qualidade do ar.
No Rio de Janeiro, a poluição chega a vitimar 14 pessoas por dia. Em cidades como Nova Iguaçu e Duque de Caxias, a concentração de poluentes na atmosfera chega a ser três vezes maior que o recomendado pela OMS. Já em São Paulo, a poluição está 2,5 vezes acima do limite estabelecido pela organização internacional.
Outro problema detectado pelos pesquisadores diz respeito ao sistema de medição da qualidade do ar. Segundo o levantamento, menos de 2% dos municípios brasileiros contam com estações que realizam esse serviço.
Tratamento assistido por animais "humaniza" terapia de algumas doenças
Nathan Rodrigues
25/02/2015 às 21h29 - quarta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02
O tratamento de algumas doenças pode ser um processo moroso, desgastando o paciente física e emocionalmente. Por conta dessas complicações, muitos médicos têm procurado meios para transformar o processo terapêutico em uma atividade prazerosa para a pessoa.
E uma opção ganha cada vez mais terreno na classe médica: a terapia assistida por animais. Já difundida na Europa e nos Estados Unidos, essa modalidade visa promover o bem-estar físico, emocional e social do doente, colaborando para o funcionamento cognitivo e motor e promovendo melhorias comportamentais.
“Os animais humanizam o ambiente [hospitalar]. Dentro de uma instituição, a pessoa entra num estado de privação afetiva muito grande. Esse quadro gera um estresse, acarretando numa baixa do sistema imunológico. Por meio dos bichos, pegamos o mundo que está lá fora e levamos para lá, eles são catalisadores”, explica Silvana Prado, psicóloga e fundadora da Patas Therapeutas, ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV.
A especialista afirma que, para garantir os avanços esperados no quadro clínico, os animais precisam se enquadrar em um perfil que vá ao encontro do que pede o paciente. “Eles devem ser afetivos, gostar de outras pessoas e outros animais. Eles não podem ter comportamentos adversos, que é morder e rosnar. Além da afetividade, eles precisam ter um adestramento básico, para que você tenha um controle sobre ele. Há também a parte de sensibilização, que trata dos cinco sentidos. Eles não podem se incomodar, por exemplo, se você tocar neles.”
A terapia assistida por animais não pede uma raça específica, muito menos tamanho. De acordo com Silvana, o tratamento com o auxílio dos animais é eficaz porque os bichos oferecem algo mais para o enfermo. “Os animais não julgam e te aceitam do jeito que você é. Você pode estar enfaixado ou na cadeira de rodas, eles não veem problemas nisso”, reitera.
O programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), vai ao ar de segunda a sexta-feira às 18h30 e às 23h30, e aos domingos às 6h30 e 20 horas. Para outras informações, ligue: 0300 10 07 940 (custo de uma ligação local mais impostos).
Futebol em prosa: Mário Filho e a evolução da crônica esportiva
Nathan Rodrigues
24/10/2014 às 15h00 - sexta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02
A paixão pelo jornalismo ele herdou do pai, Mário Leite Rodrigues. Já o gosto pelo futebol cresceu com o tempo e foi compartilhado com o resto da família, principalmente com o irmão Nelson Rodrigues. Mário Filho soube como poucos unir os dois amores, traduzindo em linhas bem escritas os sentimentos que brotam num campo e explodem nas arquibancadas.
A importância de seu trabalho para a crônica esportiva é tanta que transcende a escrita. Se hoje esse caderno tem posição de protagonismo nos periódicos, os créditos devem ser dados a ele. Numa era em que esse ramo do jornalismo era marginalizado, coube a Mário Filho jogar-lhe luz.
“Meu bisavô, Mário Leite Rodrigues, tinha horror a esporte. Então, num certo dia, meu avô (...) pegou uma notícia de um Vasco e Flamengo e colocou na primeira página do jornal [A Crítica]. Foi a primeira vez que isso aconteceu”, conta o jornalista Mário Neto ao programa Boa Vontade Esportes, da Boa Vontade TV.
A decisão tirou do sério o patriarca da família. Mas ele logo mudaria de ideia. “O mais engraçado é que meu bisavô chegou em casa e só recebia telefonema das pessoas, elogiando-o por dar espaço ao esporte. A partir daí, outros jornais passaram a dar essas notícias e o futebol cresceu. Nessa época [década de 1930], o repórter mais fraco fazia esporte, porque sabia-se que a notícia não seria publicada.”
FLA-FLU DOS RODRIGUES
Além de mudar a cara da crônica esportiva brasileira, coube ao clã dos Rodrigues dar nome a um dos capítulos mais gloriosos de nosso futebol: o Fla-Flu. Como surgiu o apelido? “Flamengo e Fluminense não dava na primeira página. Então ficou assim”, explica Neto.
Se o título para capa não suportava os nomes de Fluminense e Flamengo, as crônicas de Mário e de Nelson Rodrigues tinham linhas suficientes para expressar a grandeza dos clubes e o romantismo de um dos clássicos mais importantes do mundo. Os irmãos sabiam, como poucos, expressar os sentimentos que só uma partida de futebol pode transmitir aos torcedores.“Fla-Flu só não era Paz na família”, comentou o entrevistado.
Nascido num meio tricolor, Mário Filho sempre escondeu a sua predileção ao rubro-negro. “Ele demorou a assumir, mas eu já tinha uma desconfiança”, afirma o entrevistado. A certeza veio num Flamengo e Botafogo. Jogo difícil, caminhando para o empate. Então, dos pés do jogador Dida, veio o gol flamenguista. E da sua cadeira, o jornalista saltou para a glória. O neto viu e o vô pediu discrição. Virou segredo entre os dois. "No outro dia, ele me comprou uma bicicleta e colocou um bilhete escrito 'fiz a minha parte'", relembra.
NOME PARA UM GIGANTE
Intimamente ligado ao futebol e seus movimentos, Mário Filho também é personagem determinante na construção de um dos maiores templos esportivos do mundo: o Estádio do Maracanã. O então governador do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda, defendia um campo para 60 mil pessoas, no bairro de Jacarepaguá. Mário Filho foi uma voz discordante.
Para ele, o lugar ideal para a construção do estádio era num terreno descampado, no Maracanã. E foi mais além: visualizou um espaço para mais de 100 mil pessoas. “Lacerda dizia para o meu avô: ‘você é louco, Mário? Não tem chance nenhuma de botar 150 mil pessoas, vai ser dinheiro jogado fora.’”
A Copa do Mundo de 1950 provou que Mário estava certo: em todos os jogos, o estádio recebeu mais de 100 mil espectadores. “Pelo menos houve humildade de Lacerda em reconhecer que errou.”
A verdadeira gratidão, no entanto, veio anos depois. Com o falecimento do jornalista, em 1966, a própria imprensa esportiva organizou um movimento para nomear o Maracanã de Mário Filho. “O grande mentor foi o radialista Waldir Amaral. Nós só ficamos sabendo da homenagem pelo Ary Barroso, não teve a menor participação da família”, ressalta Neto.
O Boa Vontade Esportes vai ao ar pela Boa Vontade TV (canal 20 da SKY) todas as terças-feiras, às 4h30, as quintas-feiras, às 15h30; e aos domingo, às 11h30 e 21h35. Para outras informações, ligue: 0300 10 07 940 (custo de uma ligação local + impostos).
Renomado cirurgião plástico Ivo Pitanguy detalha, em livro, trajetória profissional
Nathan Rodrigues
22/10/2014 às 21h40 - quarta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02
Priscilla AntunesO cirurgião plástico Ivo Pitanguy apresenta a sua autobiografia "Viver vale a pena"
Rio de Janeiro, RJ — O renomado cirurgião plástico Ivo Pitanguy reuniu, na noite desta quarta-feira, 22, numa livraria da capital fluminense, amigos, personalidades e familiares para o lançamento de sua autobiografia, intitulada Viver vale a pena.
Na obra, Pitanguy conta momentos marcantes de sua trajetória profissional com muito humor e descontração, incluindo seus percalços e obstáculos. O autor ainda fala de sua contribuição à cirurgia plástica, que transformou esse campo de atuação, visto antigamente como uma especialidade médica menor, em um ramo nobre da medicina.
Representantes da Legião da Boa Vontade (LBV) prestigiaram o evento. Na oportunidade, o autor autografou um exemplar do livro ao diretor-presidente da Instituição com a seguinte dedicatória: "Ao muito querido Paiva Netto com meu abraço, Ivo Pitanguy".
Artista das Letras: Mário Quintana e sua visão simples e bem-humorada da vida
Nathan Rodrigues
22/10/2014 às 17h10 - quarta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02
Mário Quintana fez de seus textos e suas poesias um retrato leve e bem-humorado da sociedade que o cercava. O talento em dar uma cor diferente a situações cotidianas que passariam despercebidas por olhos comuns fez de seu nome um dos grandes da literatura brasileira. O reconhecimento é tanto que ele é um dos escritores mais citados na internet, prova de que seu trabalho também é reverenciado pela nova geração de leitores.
Ao programa Boa Vontade Entrevista, da Boa Vontade TV, a professora Anabelle Loivos, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), falou da vida e da obra de Quintana, ressaltando ainda a pluralidade de seu trabalho. “Nós conhecemos o poeta e desconhecemos o jornalista, o tradutor. Era um escritor de muitas faces”, afirma.
Para a professora, as obras do poeta sobrevivem ao teste do tempo pela maneira única de abordar assuntos cotidianos e temas inquietantes. “Ele tem todo um lirismo peculiar, um bom humor, uma ironia fina, um jeito novo e sutil de tratar de assuntos como a passagem da idade, a proximidade da morte ou o sentido da vida”, explica.
Não à toa, é considerado pela crítica como um autor citadino. “Ele é um poeta do cotidiano por ter a coragem de trazer à poesia fatos aparentemente banais, mas que falam e tocam profundamente o ser humano comum.”
Mário Quintana não foi brilhante apenas ao tecer seus próprios textos. Seus trabalhos na área da tradução também merecem destaque, tornando obras clássicas de atores como Voltaire, Marcel Proust e Virginia Woolf mais acessíveis ao grande público.
“Ele faz tradução a partir da experiência com língua estrangeira que teve como estudante secundarista do Colégio Militar. É uma pessoa que se entrega às Letras de tal forma que não cabe apenas naquilo que ele escreveu [em português], era preciso diversificar o olhar”, conta Anabelle.
As importantes contribuições à literatura brasileira garantiram ao escritor inúmeras honrarias, como o Prêmio Machado de Assis, em 1980, pelo conjunto de sua obra, e o Jabuti, no ano seguinte. “Ele foi convidado para ser doutor honoris causa por várias universidades importantes e teve esse reconhecimento até dentro da Academia Brasileira de Letras, que muitas vezes não compreendeu a sua poesia”, ressalta a professora.
O programa Boa Vontade Entrevista vai ao ar pela Boa Vontade TV (canal 20 da SKY) todas as segundas-feiras, às 22h; e sextas-feiras, às 19h. Para outras informações, ligue: 0300 10 07 940 (custo de uma ligação local + impostos).
Atriz Paolla Oliveira enaltece propósito ecumênico do Templo da Boa Vontade
Nathan Rodrigues
17/10/2014 às 19h11 - sexta-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02
José Gonçalo Durante a visita, a atriz conheceu todos os ambientes do Templo da Paz. "Gostei da Sala Egípcia. Tem a história e os desenhos na parede, é muito interessante", disse.
Brasília, DF — A atriz Paolla Oliveira visitou, nesta sexta-feira, 17, o Templo da Boa Vontade, a Pirâmide das Almas Benditas, a Pirâmide dos Espíritos Luminosos. Simpática, ela comentou a experiência e elogiou o propósito ecumênico do monumento.“Isso é vida, onde todas as pessoas podem se reunir com o seu credo, com a sua fé, e seguir em frente, ficarem mais tranquilos de mente e de espírito”, disse.
Durante a visita, a atriz conheceu os ambientes do monumento e destacou a boa energia e paz que emanam no local, em especial a Sala Egípcia. “Ele é maravilhoso, calmo, é tudo que se espera de um lugar com arte, vida, tranquilidade. É especial mesmo. Quem estiver em Brasília, recomendo conhecer”, disse.
José GonçaloPaolla Oliveira
A Pirâmide de Sete Faces tem suas portas abertas desde 21 de outubro de 1989, sem nunca fechar, recebendo pessoas das mais diversas crenças, etnias, filosofias, religiões, nacionalidades e credos. O Templo da Paz recebe anualmente mais de um milhão de pessoas, segundo dados da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur).
Neste ano, a Pirâmide dos Espíritos Luminosos e das Almas Benditas completa 25 anos. Para celebrar o seu Jubileu de Prata, uma grande festa esta sendo preparada para o dia 8 de novembro. O evento será comandado pelo fundador do monumento, Paiva Netto.
Visite você também! O Templo da Boa Vontade está localizado no SGAS 915, Lotes 75 e 76 – Brasília, DF. Outras informações pelo telefone: (61) 3114-1070.
Professor precisa dominar a tecnologia para transformá-la em aliada da educação
Nathan Rodrigues
02/02/2015 às 16h23 - segunda-feira | Atualizado em 22/09/2016 às 16h02
As enciclopédias e livros didáticos eram, há alguns anos, as únicas fontes de pesquisa para trabalhos escolares. O tempo passou, a tecnologia avançou e os estudantes encontraram no campo digital um novo terreno para abastecer suas tarefas e auxiliar seus estudos.
E engana-se quem pensa que o uso das tecnologias pode significar um problema para o processo educacional. Desde que sejam usadas corretamente, as ferramentas digitais podem aproximar o aluno de seus professores, sendo uma maneira interativa para o aprofundamento dos conteúdos ministrados em sala de aula.
Mas como aproveitar todas as vantagens oferecidas por essas plataformas? Para o presidente do Instituto Inovar Para Educar, Thiago Chaer, é necessário que o professor domine os instrumentos tecnológicos e guie seus alunos para um uso proveitoso desses apetrechos.
“A pesquisa é um momento de muita investigação e que requer um certo tempo. Um bom projeto pedagógico é necessário para conduzir uma pesquisa aprofundada, para que o educando consiga ter contato com aquilo que está buscando de forma coerente e relevante”, destaca o consultor, em entrevista ao programa Educação em Debate, da Boa Vontade TV.
FUGINDO DO “COPIA E COLA”
Segundo Chaer, para que a pesquisa cumpra com o seu objetivo, o projeto pedagógico deve apresentar etapas e critérios muito claros e objetivos, para que a criança e o adolescente compreenda o porquê de pesquisar aquele assunto. Desta maneira, o professor evita o famoso “copia e cola”, que domina as ações dos estudantes na grande rede.
“A internet pode ser uma distração. Por isso, é importante que o aluno entenda o sentido de seu projeto formativo, a importância da educação para a sua vida. Isso é um desafio para todos os educadores, transpor esse significado. E essa investigação do mundo da educação também entra no viés da tecnologia, porque ela propicia esse apronfundamento, é claro, desde que seja mediado”, explica.
PARCERIA QUE DÁ CERTO
No segundo bloco do programa, a professora Suelí Periotto, supervisora da pioneiraproposta pedagógica da LBV — que forma Cérebro e Coração — e doutoranda em Educação pela PUC-SP, explica como as ferramentas digitais podem estreitar vínculos entre escola, pais e filhos.
A educadora ainda reiterou que a superexposição dos jovens em redes sociais, resultado do acesso irrestrito ao ambiente virtual, muitas vezes é resultado da falta de conhecimento dos pais em relação a essas tecnologias. Assim, é imprescindível que a escola direcione seus estudantes para que usem corretamente a internet e oriente os pais a participarem desse processo. Acompanhe a segunda parte do programa!
O programa Educação em Debate, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), vai ao ar às segundas-feiras, às 20 horas e 22h30; às sextas-feiras, às 15h30; aos sábados, às 11h30; e aos domingos, às 21h10. Você também pode acompanhar pela página da Boa Vontade TV.